Maçonaria no Brasil
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- Published on Monday, 31 October 2011 12:32
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A Maçonaria no Brasil: síntese histórica

Por falta de prova documental, fica difícil definir qual foi a primeira Loja legalmente constituída no Brasil. Sabe-se de uma Loja Maçônica que teria surgido em águas territoriais da Bahia, em 1797, a bordo da fragata La Preneuse, onde foram realizadas as primeiras reuniões preparatórias para a fundação de uma Loja.
Em 1796, em Pernambuco, funda-se o Areópago de Itambé que não era uma verdadeira Loja, pois, embora criado sob inspiração maçônica, não era totalmente composta por Maçons, entretanto, pode-se afirmar que foi o primeiro núcleo secreto de origem maçônica.
Em 14 de julho de 1797, fundação da Loja Cavaleiros da Luz, no povoado da Barra, na Bahia, contudo, historiadores de renome têm trabalhado no sentido de conseguir documentos que comprove ser a primeira Loja Maçônica Brasileira.
Em 1800, em Niterói, é criada a Loja União e um ano depois, devido ao grande número de Irmãos que a ela aderiram, sofreu reestruturação e passou a denominar-se Reunião.
Em 1801 a Loja Reunião é regulamentada instalada sob o reconhecimento do Oriente da Ilha da França, e assim, à luz dos documentos, respeitadas as leis e tradições maçônicas foi a primeira Loja Maçônica Regular no Brasil.
Segundo os mais antigos registros, 1786 foi o ano do surgimento da Maçonaria no Brasil, com a volta do Irmão José Alvares Maciel da Europa, formado em Coimbra, indo depois para a Inglaterra e França e lá freqüentava as Lojas Maçônicas. De volta ao Brasil, traz a mensagem da Maçonaria Francesa que defendia o sistema republicano e da Maçonaria Inglesa que defendia o sistema monárquico parlamentar constitucional. José Alvares Maciel foi um dos precursores da Conjuração Mineira ao lado de Tiradentes. Até 1822 foram criadas 15 Lojas Maçônicas no Brasil.
O Grande Oriente do Brasil, fundado em 17 de junho de 1822, foi a primeira Obediência nacional, a qual iria, nos anos posteriores, ser partícipes dos grandes acontecimentos político-sociais da História do Brasil, começando, já no ano de sua fundação, com a fundamental participação no movimento pela emancipação política do Brasil. Para que fosse fundado o Grande Oriente Brasílico -assim era o título à época da fundação- a Loja Comércio e Artes fundada em 1815, formou, por sorteio entre seus membros, mais duas Lojas, a Esperança de Niterói e a União e Tranqüilidade.
As principais atuações da maçonaria no Brasil foram:
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a luta pela independência teve como principais lideres os maçons José Bonifácio de Andrada e Silva, Joaquim Gonçalves Ledo e D Pedro I;
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a campanha pela extinção da escravatura negra no país com destaque para Euzébio de Queiroz e o Visconde do Rio Branco, ambos maçons;
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a campanha republicana que teve como líder o Marechal Deodoro da Fonseca que viria a ser Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil;
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na consolidação da República tivemos a participação de vários presidentes maçons, além de Deodoro: Marechal Floriano Peixoto Moraes, Manoel Ferraz de Campos Salles, Marechal Hermes da Fonseca, Nilo Peçanha, Wenceslau Brás e Washington Luís Pereira de Souza;
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durante a 1ª Grande Guerra (1914 - 1918), o maçom e Almirante Veríssimo José da Costa que na época era Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, apoiava a entrada do Brasil no conflito, ao lado das nações amigas, fato que se concretizou em 1917. Além disso, o Grande Oriente já enviava contribuições financeiras à Maçonaria Francesa, destinadas ao socorro das vítimas da guerra;
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a maçonaria contribuiu ainda participando de movimentos que interrompeu a escalada da extrema-esquerda no país, em 1964; combate ao posterior desvirtuamento desse movimento, que gerou o regime autoritário longo demais; luta pela anistia geral dos atingidos por esse movimento; trabalho pela volta das eleições diretas, depois de um longo período de governantes impostos ao país.